Durante esta semana tive o meu momento mais Big Brother aqui na Irlanda. Na terça-feira era dia de falar até logo para o Kiko. Depois de um ano na terra do nunca (ainda vou escrever um texto sobre isso) ele estava voltando para o Brasil, iniciar um projeto de trabalho bem legal e isso significava que ele estava saindo do jogo e indo de volta ao mundo real.
Saímos bem cedo em um típico dia em Dublin. Um frio acompanhado por uma insistente desagradável chuva fina, claro que com seu inseparável amigo vento.
Chegamos no aeroporto e, claro, que até no último momento Orestes tinha que nos proporcionar momentos divertidos, apesar de tensos. A confusão foi com o peso das malas que ele levava de volta.
Quando compramos a passagem temos o direito de embarcar com dois volumes de 32 Kg, mas a empresa resolveu mudar as regras e não queriam deixar ele embarcar com as malas, a não ser se pagasse 150 euros pelo peso extra.
Enquanto ele telefonava para a empresa aérea, Raissa e eu colocamos as malas dele em um canto e começamos a tirar o que achávamos que não era necessário levar para o Brasil. Sim, no meio do aeroporto, com todos olhando.
O resultado foi que algumas camisetas, a ceroula dele e um tênis ficaram. Além de algumas outras coisas que ficamos de enviar pelo correio. Tudo decidido e era hora de fazer o check-in e dizer tchau.
Não imaginava que me despedir de uma pessoa com a qual eu havia convivido menos de dois meses seria tão triste. Depois de um abraço, um pouco de lágrimas, ver ele entrando no portão de embarque me lembrou muito os “Brothers” quando um deles é eliminado.
Ainda meio anestesiados fomos comer alguma coisa pelo aeroporto mesmo e voltar para o centro da cidade. Afinal, para quem ficava, o jogo continua. Mas ainda é estranho chegar em casa e não ver ele no seu “cantinho Orestes” cercado pelas suas cervejas e seus aparatos tecnológicos.
A mudança para a querida “periferia” de Smithfield me obrigou a mudar alguns hábitos, como o de sair de casa sempre atrasado para o trabalho. Agora tenho que andar meia hora, em passos largos, para chegar ao restaurante. Mas, em compensação, estou há 15 minutos de caminhada da escola. No frigir dos ovos, as coisas estão entrando no eixo novamente. Pelo menos por enquanto…
Cara, que bom ler esses textos! Foi um flashback emocionante.
Sorte ai, Bonel. Saudades.
Orestes
ta tão “desatualizado”…nada acontece por ai?
Bonel interessante saber que teve essa amizade com meu irmão, não nos conhecemos pessoalmente massss, conhecemos uma pessoal genial, abraços
Beto.