No início da festa, uma coisa muita engraçada me aconteceu. Como ainda estávamos em poucas pessoas, o som estava baixo, e conseguimos conversar. Os primeiros a chegar foram um casal de jornalistas amigos do Kiko. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que temos uma amiga em comum. A Bixcoito.
Mas eu não me dei por satisfeito, pois a garota me parecia muito familiar. Mais algum tempo de papo e descobrimos que nos formamos na mesma faculdade, mas ela terminou um ano antes. Matei a charada. Ela é amiga de uma garota que me dava carona pra faculdade no primeiro ano. Quando falei que eu era aquele estagiário que ia com elas foi uma festa, não acreditávamos que depois de oito anos íamos nos encontrar em uma festa na Irlanda. Esse mundo é muito pequeno mesmo.
A festa ia tomando cada vez um rumo melhor. As músicas estavam sendo muito bem escolhidas pelo Kiko e o pessoal estava muito animado. A não ser a nossa nova flatmate, que me chama de canto e pergunta se seria muito chato ela lavar uma calça, pois precisava trabalhar no dia seguinte. Achei meio estranho, mas ela estava se mudando e tinha todo o direito. Depois de tirar algumas pessoas da frente da maquina, que fica na cozinha, ela conseguiu colocar sua roupa pra lavar.
A todo momento ela me pedia desculpas por não estar empolgada, mas estava com um problema de família no Brasil. Mesmo assim dizia que não estava se importando com a festa e que era até bom para ela se distrair.
Mas quando a festa está no auge, lá pelas 3h da manha, ela avisa que não quer mais morar conosco, que a festa está demais para ela. Disse não ser nada pessoal, mas ela preferiria ir embora. Negócio fechado. Àquela altura do campeonato o povo queria mais era curtir a festa.
Mas ela não ia embora. Ficou mais um bom tempo na festa, até que quando decidiu ir embora uma amiga nossa irlandesa deu um tchau meio irônico. E ai que começamos a conhecer quem quase foi nossa flatmate.
Do alto dos seus 1,50m ela pulou nos cabelos da Maryon e a mordeu, no corredor do prédio. Gritava feito uma louca e pediu o dinheiro de volta. Quando viu a confusão, o Dj abaixou o som e foi ver o que estava acontecendo. Mas claro que tinha que ter um bêbado, sem noção da vida, que foi lá e aumentou a musica novamente.
Foi o suficiente para nossa quase nova flatmate, que recebeu o carinhoso apelido de “quebra-barraco”, ir ate o computador e fechá-lo, com todo o seu jeitinho carinhoso. Ai provocou a ira da dona do laptop, que foi tirar satisfação.
Mais uma vez quebra-barraco deu seu golpe contra os cabelos alheios e foi posta para fora de casa, não sem antes fazer com que os vizinho chamassem a Guarda, que foi ver o que estava acontecendo.
A maluca já não morava mais conosco. A Guarda já tinha ido embora. Era hora de recomeçar a festa e dar risada das ciladas que nos metemos. Fui dormir por volta das 9h30 da manha e às 12h estava trabalhando.
Sai de casa para trabalhar desviando do bêbados que tinham se alojado por lá mesmo. Comprei um Red Bull Cola e fui trabalhar daquele jeito, mas feliz, pois a festa tinha sido muito boa.
A minha sorte e que quando trabalho de domingo, normalmente me colocam no coffe shop, uma verdadeira colônia chinesa em Dublin. Eles falando a língua deles eu nem precisava interagir e ser simpático. Só estava contando os minutos para as 18h, quando poderia ir pra casa, tomar um bom banho e tirar o sono atrasado. Mal sabia eu o que acontecera durante essa famigerada tarde de domingo…
desisto….so volto aqui….no começo de agosto….sacanagem…huehuheueheuheueheuheuehehuh
assim vc mata a gente de curiosidade….
mto bom o blog…..em 1 mês tô por aí